A Ferrugem

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“A inveja é como a ferrugem: corrói quem a tem”
Não vou perder meu tempo com essa elite escrota que ainda rasteja por ai. A inveja e preconceito que sentem nesse momento alegrou meu dia.
Obrigado, Lula, por (mais uma vez) tirá-los dos cantos escuros e úmidos que habitam.

Não entendeu? Leia: [1] e [2]

Inimigo Intimo

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- Quem é você? De quem é essa voz que insiste em me dizer que não vou conseguir? Como ousa lembrar de cada defeito que carrego, cada erro que cometi?

- Quem é você? Por que me lembra insistentemente do pequeno e insignificante problema mecânico? Que meu corpo doí, que meus músculos fervem, que estou faminto e cansado.

- Quem é você? Que me chama de velho e ultrapassado? Que afirma que sou uma versão depreciada daquilo que fui.

- Quem é você? Quem me arrasta, que amarra uma corda em mim e me puxa pra traz? Como se tivesse um peso nas costas? Como se arrastasse uma tonelada?

- Quem é você? Que repete a cada pedalada que não vou conseguir? Que é melhor parar por aqui, por o pé no chão, tomar água, respirar um pouco, desistir no meio do caminho?

- Quem é você? Que sussurra no meu ouvido durante uma corrida que essa subida é muito íngreme, que 9 kms bastam pra quem está começando e que esses 100 metros finais são desnecessários? Que afirma que não deveria forçar tanto assim, que a música romântica, inconvenientemente, no meio do meu playlist é uma boa desculpa pra desistir.

- Quem é você? Que me desconcentra nos últimos metros da natação, que me ri de mim, da minha descoordenação, que me faz errar a virada, que com um sorriso no rosto, me faz perder a conta de quantos metros nadei? Que é você que transforma meus ossos em chumbo? Que insistentemente me lembra dos anos em que fumei e destruí meu precioso pulmão?

- Quem é você? De quem é essa voz familiar? Como ousa me “atrapalhar”?

- Eu sou uma memória antiga. Eu sou um velho companheiro dos humanos desdes os primórdios. Eu sou a voz da evolução. Eu sou aquele que te leva ao limite. Eu sou a mola que te move. Se você hoje conseguiu, você deve isso a mim. Eu sou você. Somos um. Juntos, não há limites. Separados, somos o prelúdio do fracasso.

- Nos encontramos amanhã?

- Claro. No mesmo lugar, no mesmo horário. Sem falta.

Sobre o combate à corrupção

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“Corrupção não será solucionada com o moralismo seletivo da mídia”

Como eu disse anteriormente, se tinha algo que me preocupava era como a troca de políticos acusados por corrupção estavam sendo demitidos sem que se aproveitasse o momentum para implantar medidas duras, mas definitivas de combate a corrupção (e os corruptores, não se esqueçam deles, mas isso é tema pra outro post que está no rascunho). Perdíamos assim uma chance de ouro de catalisar toda essa energia gasta com o denuncismo da mídia.

Simultaneamente, fecundávamos o embrião do escândalo subsequente, criando um estimulo para se derrubar o próximo “político” – o que é bom – mas  criando um moto-continuo, um circulo vicioso, que só resulta na perda de força política, que tem no seu grand finale,  um sedutor golpe.

Essa história já vimos e revimos. Eu, particularmente, estou cansado. Vou desenhar pra alguns: corrupção não terá fim, é um problema sistêmico. Precisa de uma solução técnica. Todo mundo que leu sobre o tema, descobre bem no começo que é um problema que não resolveremos pela “moral”, e sim tecnicamente. Reduzir a corrupção é factível. Extingui-la, ilusão. A corrupção não será resolvida com o moralismo seletivo da mídia. Muito pelo contrário.

Eu acredito que as formas corretas de se combatê-la seria um grupo de medidas amplas e mudanças profundas em toda administração pública. Resumidamente:

  • Uma grande reforma administrativa, que reduza a burocracia e a possibilidade de “humanos” decidirem, deixando os processos mais enxutos, focando na responsabilização de (poucos) gestores.
  • Fortalecer e despolitizar os órgãos de controle externo (CGU, TCU, e seus pares estaduais e municipais).
  • Um choque de transparência (pois isso não se faz gradualmente) em todos os níveis federativos e em todos os poderes.
  • Estimular o controle social – reduzindo o poder de seletivo da velha mídia – usando a redução de custos que a informatização permite.

Isso é o que os caras que realmente estudam a corrupção recomendam e não faziamos. Pelo visto, ou foi por estratégia (o acúmulo de escândalos permitiu uma ação mais dura no final) ou foi por incompetência (acredito mais nessa opção). Decisões como essas (num hipotético governo meu) seriam tomadas no segundo seguinte à demissão.

De qualquer forma, antes tarde do que nunca.

Dilma e Obama assinam documento com práticas anticorrupção – Radar político – Estadao.com.br

Lisandra Paraguassu, enviada especial a Nova York

O governo brasileiro se compromete em aumentar as informações disponíveis sobre as atividades de governo ter políticas, mecanismos e práticas robustas anticorrupção e assegurar transparência no gerenciamento das finanças públicas. O documento do programa Open Government Partnership será assinado daqui a pouco pela presidente Dilma Rousseff, o presidente Barack Obama e outros seis chefes de Estado que apresentam, nesse momento, a iniciativa.

O encontro, que está acontecendo no hotel Waldorf Astoria, em Nova York, é a ação final de um ano de negociações, comandadas por Estados Unidos e Brasil depois de um convite do presidente Barack Obama ao governo brasileiro, durante a Assembleia Geral da ONU do ano passado.

O documento, que é de adesão voluntária, tem quatro pontos principais:

Aumentar a informação disponível sobre as atividades do governo em todos os níveis; apoiar a participação da sociedade civil nas decisões; ter os padrões mais elevados de integridade profissional nas administrações públicos – e nesse ponto entram as “robustas políticas anticorrupção” – e aumentar o uso de tecnologias para melhorar o acesso público à informação.

Obama convidou o governo brasileiro a participar da iniciativa no ano passado. Apesar de ter aceito e ter aderido voluntariamente, o Brasil ainda peca no acesso à informação. Entre outros problemas, o Congresso Nacional ainda não conseguiu aprovar a lei de acesso à informação, que pretende justamente ampliar o acesso público a números do governo, hoje praticamente restrito a parlamentares.

"Nação Cartelizada" – Vladimir Safatle

Uma das minha novas metas é reduzir a quase zero a citação integral de textos de terceiros. A minha visão é que já temos “blogs-que-viraram-clippings” demais. Precisamos de opinião – por piores que sejam – mais que repetir e criticar a velha mídia.
De qualquer forma, transcrevo o artigo abaixo o Vladimir Safatle – e digam o que quiser sobre o Sayad, mas é sempre bom ver um cara desse em horário nobre (no Jornal da Cultura) mesmo que o preço a ser pago é aguentar Villa também – pois vai abrir espaço para no futuro despejar minha fúria sobre essa estratégia míope e ultrapassada, fomentada e idealizada por “desenvolvimentistas” anacrônicos e tecnocratas inescrupulosos.
BNDES, anotem essa sigla. Poderia salvar o capitalismo à brasileira, mas tem tudo para destruí-lo.
Vladimir Safatle 25 de agosto de 2011 às 17:54h


Com Lula, o Brasil reconstruiu o capitalismo de Estado, mas não escapou à tendência de formação dos grandes oligopólios.


A história é o reino dos retornos. Não são poucas as vezes em que nos vemos obrigados a descrever situações contemporâneas através da recuperação de conceitos que pareciam relegados aos empoeirados livros de história das ideias. É bem provável que precisemos de uma recuperação desse tipo para dar conta da natureza e do destino do capitalismo brasileiro. Não que a realidade brasileira seja necessariamente arcaica. Ao contrário, talvez ela tenha se tornado, nos últimos anos, particularmente avançada. Isto no sentido de particularmente capaz de expor processos que devem se transformar em hegemônicos nos países ditos centrais. Vivemos uma situação atípica, na qual certos países periféricos conseguiram construir a imagem do destino que espera os países centrais.


Um termo cunhado pela tradição marxista para múltiplas finalidades e que parecia não ter mais muito uso no interior do panorama histórico contemporâneo: esta era talvez a melhor definição para “capitalismo de Estado”. Por um lado, o termo designava aqueles países capitalistas cujo Estado aparecia como forte ator econômico e planificador. Tal força fazia com que a livre concorrência no interior do mercado fosse redimensionada através da sua submissão a planos de desenvolvimento econômico de escala variada. Nesse sentido, o conceito de capitalismo de Estado parecia dar conta, principalmente, desses países europeus que optaram pelas vias da construção do chamado “Estado de bem-estar social”, mesmo que Friedrich Pollock, um dos teó-ricos responsáveis pela difusão do termo, o tenha usado também para descrever a realidade político-econômica dos regimes nazistas. Pois Pollock acreditava na possibilidade de diferenciar um capitalismo de Estado democrático de outro totalitário.


Teóricos marxistas ainda usaram o termo para designar os países de socialismo real, como a antiga União Soviética. Pois se tratava de afirmar que, nesses casos, tínhamos ainda um sistema de produção de mercadorias e de extração da mais-valia, mas agora organizado pelo Estado que, no lugar da burguesia nacional, privilegiava os estratos superiores da burocracia.


É fato que um termo com tantos usos distintos pode parecer inutilizável. Ele apontava, porém, para um fenômeno fundamental que talvez nos ajude a lançar luzes sobre certas tendências do capitalismo brasileiro. Pois no interior desse processo de redimensionamento do livre mercado pela força planificadora do Estado não estava em jogo apenas a consciência da necessidade de saber como limitar as tendências de pauperização e desigualdade produzidas pelo capitalismo.


Se este era, digamos, o ponto positivo dessa forma de capitalismo, havia um ponto temerário. Tratava-se do modelo de associação entre Estado e setores da burguesia nacional que encontravam, nas ações de intervenção estatal, o meio para garantir suas aspirações oligopolistas. O capitalismo de Estado tendia necessariamente a ser um capitalismo monopolista. Ou seja, mobilização do -Estado para assegurar um processo de oligopolização da economia pela facilitação da criação e financiamento de grandes empresas, graças a um sistema público de participação e garantias fornecidas pelo Estado. Por meio desses sistemas, grandes empresas tinham, entre outras coisas, acesso a fundos de financiamento a taxas reduzidas de juros. O resultado final era a submissão das dinâmicas de concorrência dos preços e ofertas a uma situação na qual todos os setores fundamentais da economia encontravam-se nas mãos de oligopólios, duopólios e outras formas de cartéis. Algo não muito diferente do que vemos hoje no Brasil.


Um dos diagnósticos principais que parecem ter norteado a política econômica dos governos petistas foi o fato de que simplesmente não havia mais, no Brasil, política econômica no sentido forte do termo. Os oito anos de governo tucano, a despeito de destruir os restos do “Estado getulista” em sua aliança com a burguesia nacional, aliança que, segundo diagnóstico muito corrente à época, teria bloqueado o desenvolvimento e a inovação, acabara por produzir uma situação de terra arrasada.


O Brasil entrava no processo de globalização em situação completamente passiva, sem grandes empresas capazes de operar em escala multinacional sustentadas por uma forte política de apoio estatal. Nada estranho para um setor da classe dirigente nacional, associada ao tucanato, que preferia ser integrada ao sistema financeiro global, aproveitando as benesses de sócio rentista minoritário, do que desempenhar o papel de elite dirigista de defesa de interesses nacionais.


Nesse sentido, o governo Lula representou uma grande ruptura, muitas vezes negligenciada por amplos setores da mídia nacional. Lula compreendeu que os próximos passos do capitalismo mundial caminhariam em direção à reconstrução do capitalismo de Estado. A crise de 2008 deu-lhe completa razão. Utilizando-se de um tripé composto de bancos públicos (que, tragicamente, não existem mais em país desenvolvido algum), empresas privadas com grande participação estatal (como Embraer e Vale) ou empresas públicas (como Petrobras), o governo conseguiu criar uma política econômica anticíclica que se demonstrou extremamente acertada.


Não era necessário esperar, porém, a crise de 2008 para chegar à conclusão de que o futuro passaria pela reconstrução do capitalismo de Estado. Bastava dar-se conta de que os países que mais cresciam no mundo, como a China e a Rússia, eram marcados por forte histórico de intervenção estatal na economia e que continuam assim até hoje. Não seria errado incluir nesse grupo, mas em menor grau, o motor da economia europeia, a saber, a Alemanha, que, mesmo no governo do liberal travestido de social-democrata Gerhard Schroeder, conservara forte modelo de associação entre Estado e burguesia nacional. Ou seja, já no momento da primeira vitória de Lula, dava para perceber que havia algo de estranho do reino azul do neoliberalismo, a saber, os propulsores do desenvolvimento mundial não eram exatamente economias que rezavam pela cartilha neoliberal. Com a crise de 2008, estes foram exatamente os países que melhor conseguiram sobreviver, isto enquanto pátrias do neoliberalismo, como o Reino Unido e os EUA, apareciam como os pontas de lança da depressão.


Esta não era toda a história, porém. Se, por um lado, o Brasil conseguia escapar das tendências suicidas dos economistas neoliberais, ele estava mais uma vez aberto ao lado negro do capitalismo de Estado: sua tendência oligopolista. Tendência fartamente financiada pelo BNDES.


De fato, é difícil encontrar atualmente algum setor estratégico na economia nacional que não esteja dominado por oligopólios ou duopólios. Telefonia, aviação civil, frigoríficos, comunicação de massa, indústria automobilística. A lista seria incontável e, por muito pouco, não foi acrescida pelos supermercados. Em boa parte desses casos, o processo de oligopolização foi feito pelo financiamento estatal, a despeito da necessidade de criação de grandes empresas capazes de competir no mercado internacional. Mas talvez o setor mais dramático do processo de oligopolização seja a produção de etanol. Ele nos fornece um forte exemplo da maneira com que o desenvolvimento nacional pode ser bloqueado.


Durante anos, o Brasil quis se credenciar como potência mundial do etanol. Recentemente, usineiros disseram que talvez o carro flex não prospere enquanto o preço da gasolina não aumentar. Ou seja, para quem queria exportar etanol para o mundo, esta não era exatamente a melhor notícia. Mas é apenas o sintoma mais claro de um processo de oligopolização do setor feito com o beneplácito governamental.


Hoje, toda a produção brasileira de etanol é assegurada por apenas 400 usineiros. Organizados em cartel, eles definem o preço e o montante de cana a ser transformado em etanol ou açúcar, isso ao levar em conta a rentabilidade das commodities no mercado internacional. Essa cartelização da produção do etanol foi o resultado de uma decisão governamental que impedia pequenos produtores de comercializar sua produção diretamente com postos de gasolina. Dessa forma, pequenas propriedades foram alijadas do processo produtivo, já que os grandes distribuidores privilegiaram seus acordos com grandes produtores. Se o processo produtivo estivesse focado em pequenos produtores, a oferta seria claramente maior. A produção estaria pulverizada, gerando um efeito benéfico na definição dos preços.


Esse exemplo serve para nos perguntarmos para onde vai o capitalismo brasileiro. É bem provável que seu limite esteja nesse modo de servir-se de um governo de esquerda para reconstruir o núcleo duro do capitalismo monopolista, agora em versão nacional. Hegel costumava dizer que não se ganha nada abandonando um senhor que manda estando fora de nós e abraçando um senhor que manda, mas internalizado em nós. A essência da dominação é a mesma. Isso talvez valha para pensarmos os rumos do nosso país.

A Grande Coordenação

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“Coordenação na Política Econômica incomoda muita Gente. Porquê?”

Como já devem saber o Banco Central baixou os juros em 0,50 %, num movimento que parte achou “ousado”. A velha mídia mantem a ladanhia que o Banco Central cedeu à pressões. Que foi politizado, pressionado, subjugado. Provavelmente a truculenta do Planalto invadiu armada até os dentes aquele prédio engraçado – pra dizer o mínimo – no SBS (Setor Bancário Sul) e pegou os diretores pela orelha até que prometessem fazer o que ela estava mandando. Tenha dó.

O primeiro passo é observar as taxas futuras. Elas indicam claramente que depois do acrescimo de R$ 10 bi no superávit primário, quem tem (muito) dinheiro já começou a apostar numa queda dos juros já nessa reunião do COPOM. Uma regra básica do mercado financeiro: se você não tem (tanto) dinheiro pra manipular o Mercado, siga os tubarões. Tuba não lê Folha. Tuba não assiste Globo. Por essa razão o Valor continua sendo o melhor jornal brasileiro. Esses caras odeiam perder dinheiro. E hoje, informação é dinheiro. Pra bom entendedor um pingo é letra. Foi o que eles leram nos sinais que o Governo mandou pra eles.

Já o segundo passo é aceitar que a inflação dá sinais de arrefecimento. No passado a mídia focava no mesmo indicador que interessava para o mercado, a previsão de inflação futura. Mas o interessante é que desde o começo do ano, todos os meios de comunicação passaram a focar na inflação “dos últimos 12 meses”. Infelizmente não tenho tempo pra fazer essa pesquisa e postar aqui. Mas que seria revelador, seria. Independentemente disso, desde que assumiu, o que parece (parece pois não foi institucionalizado) é que o BC está olhando mais para o médio prazo. A maneira como ele passou a focar na meta de 2012 deveria ter ensinado algo aos investidores. Pelo que parece, só os tubarões aprenderam.

E por último, em terceiro, aprender com os erros do passado. Se a maioria dos políticos, economistas e jornalistas não aprenderam nada com a lentidão com que tomamos as medidas necessárias em 2008, isso não significa que o resto não aprendeu. O Tombini estava lá, acompanhou o enfrentamento contra a crise internacional. Ele não é um estrangeiro no Banco Central. Tem gente que hoje, escreveu que não vê no momento “perigo de contágio” da queda na atividade nos países desenvolvidos. Claro, só verão os sinais quando eles efetivamente estiverem por aqui, e quando isso acontecer, dissimulados que são, vão se “esquecer” que decisões na política monetária demoram em média 6 meses pra surtir efeito. Mas esses não se importam com o emprego dos mais pobres. Só se preocupam em vender a desgraça “alheia”.

O que está havendo no momento é uma “Grande Coordenação” entre o Banco Central (Política Monetária) e o Ministério da Fazenda (Política Fiscal). Na medida que não há mais ruído, o processo de controle inflacionário e estimulo ao crescimento tende a ser muito mais eficiente. Sei que é um trocadilho infame com a “Grande Moderação“, quando o Tesouro no Governo Clinton fez um grande ajuste fiscal, e o FED, nas mãos do “oráculo” Alan Greenspan baixando o juros para estimular a economia. Isso, posteriormente, quase destruiu os EUA, apesar de ter garantido anos de crescimento. Mas o problema, a meu ver não foi esse, e sim a desregulamentação financeira que ocorreu desde anos noventa. Mas isso é assunto pra outro post.

Obviamente isso tudo é muito recente, os efeitos serão percebidos pela maioria da população daqui a um ou dois anos. O que a Dilma e equipe estão construindo no momento são as bases para um crescimento mais sustentável, variando de 4 a 6% ao ano. Assim a decisão de ontem, não foi uma vitória dos “desenvolvimentistas” sob os “liberais”, foi uma decisão planejada e coordenada. Novas virão, podem anotar. A começar por mudanças drásticas nas regras dos rendimentos da poupança.

Pra mim, na área econômica as decisões da Dilma estão sendo irretocáveis, e ela vai colher os frutos lá na frente, apesar de tudo que está sendo dito e escrito. Independentemente disso, continuo com as minhas críticas a coordenação política, gestão na cultura, comunicação social e política externa.


Mas afinal, de que importa minha opinião? Como a gente pode ver na Europa, política virou basicamente economia. Trágico não?

Quer Que Eu Desenhe? :: As Metas de Inflação e a Histeria do Mercado

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“Desde 2004…”

“…o Banco Central do Governo Lula/Dilma NUNCA estourou o limite superior…”

“…das metas de inflação – diferentemente dos governos anteriores – isso sim, se chama credibilidade.
O que nos leva a questão de um milhão de reais:
- Por quê grita o Mercado?
Pense nisso.
 

Mudança

Caros,

Estou de mudança, novamente. Vou levar o blog para o Blogger (plataforma do Google).

A verdade é que o veto (por questões de segurança) do WordPress.com ao javascript limita muito a funcionalidade de um site.

Decidi tb colocar num domínio próprio para evitar que as pessoas tenham que ficar trocando de link quando eu decido subitamente mudar de casa.

Então mudem ai no reader, favoritos e etc. Em alguns dias vcs serão redirecionados diretamente pra lá. Esse aviso é mais pra quem usa o reader etc (não sei como vai funcionar).

http://www.muitopelocontrario.com

De qualquer forma, eu agradeço o WordPress.com, uma plataforma fantástica, livre de falhas de segurança, spams e um suporte incrível pra algo gratuito.

PS.: Os artigos antigos daqui já foram importados pra lá. Gradualmente estou republicando (só que acho que vale a pena). Mas esse site continua online, afinal da internet nada se apaga, né?

Abraços,

PIB

Produto Interno Bruto (PIB) - Ranking

“Só testando”

Posição País Produto Interno Bruto (PIB) (bilhões $)
1 Estados Unidos 14,660
2 China 10,090
3 Japão 4,310
4 Índia 4,060
5 Alemanha 2,940
6 Rússia 2,223
7 Reino Unido 2,173
8 Brasil 2,172
9 França 2,145
10 Itália 1,774
11 México 1,567
12 Coreia do Sul 1,459
13 Espanha 1,369
14 Canadá 1,330
15 Indonésia 1,030
16 Turquia 960.5
17 Austrália 882.4
18 Taiwan 821.8
19 Irão 818.7
20 Polónia 721.3

“Testando”