O protecionismo não vós salvará

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Quer que eu Desenhe? :: Balança Comercial
A defesa da indústria parece ter se tornado tema central da política econômica. Também não era pra menos, os dados que surgem são aterrorizantes. O déficit cresce, mas longe de ser aquele problema trágico dos anos 90. Só não sei dizer o que será amanhã.
O que realmente incomoda é que por trás de tanta fumaça, o público não perceba a hipocrisia das medidas de gabinete. Esse namoro anacrônico com o protecionismo não parece ser a solução salvadora para a nossa balança comercial. E o governo sabe disso.

Estamos evanescendo. Lentamente, matando setores importantes da economia em nome do consumo interno e viagens ao exterior. Quando o câmbio se aproximou do mínimo necessário para evitar a desindustrialização, o Banco Central correu pra debaixo da cama, aterrorizado como uma criança.

Quer que eu Desenhe? :: Balança Comercial por Intensidade Tecnológica 
A última Carta do IEDI é avassaladora. Desnuda esse debate. Estamos sangrando nos setores de alta tecnologia. Os poucos setores que restaram.

Balança Comercial :: Alta Intensidade Tecnologica

Não me levem a mal. Eu acho que o PPB para a produção de tablets é modelo a ser seguido, melhorado. Pode não nos transformar em potência, não vai fazer com que consigamos produzir bilhões em produtos eletrônicos para exportar para o resto do mundo. Mas segue uma linha: atrair e desenvolver.

Balança Comercial :: Media-Alta Intensidade Tecnologica

A industria automobilistica, beneficiária da polêmica alta no IPI, sequer aceitou condicionantes, como investimento em carros elétricos e manutenção de empregos. Vale a pena todo o desgaste?

Balança Comercial :: Média-baixa Intensidade Tecnologica

Mas como então conseguimos sobrevir a tantas crises, a tantos choques. Como financiamos nosso déficit ou por que ele não é maior? Obviamente, são dois aspectos, o i) é que o setor primário (baixa intensidade tecnologica) vai sustentando (cada vez mais) as exportações e ii) os indicadores macroeconômicos brasileiros são tão bons, que estamos aptos a financiar um déficit ainda maior.

Balança Comercial :: Baixa intensidade Tecnologica

Ressalto que existem controversias a respeito do uso da tecnologica na agricultura e pecuária. Mas por mais tecnologia que exista no nosso setor primário, estamos longe de podermos confiar nosso futuro, e a diversificação da nossa economia nele. Aliás, é disso que se trata, já somos bons nisso. Temos nossas vantagens comparativas, o que precisamos é avançar em outros setores.

Mas se o protecionismo não é a solução, como afinal defender a nossa indústria? Como enfrentar a determinação silenciosa e incansável dos asiáticos? Como elevar a economia brasileira a um patamar mais “elevado” do ponto de vista tecnológico?

Como esse post ficou grande demais para um blog, em breve, apresento a solução. Que não é segredo pra ninguém que estuda inovação e tecnologia. Mas as quais as políticas públicas brasileiras parecem impermeáveis.

Da Ciência e Tecnologia

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Constituicao Federal – Compilado

CAPÍTULO IV
DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA


Art. 218. O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológicas.


§ 1º – A pesquisa científica básica receberá tratamento prioritário do Estado, tendo em vista o bem público e o progresso das ciências.


§ 2º – A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos problemas brasileiros e para o desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional.


§ 3º – O Estado apoiará a formação de recursos humanos nas áreas de ciência, pesquisa e tecnologia, e concederá aos que delas se ocupem meios e condições especiais de trabalho.


§ 4º – A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em pesquisa, criação de tecnologia adequada ao País, formação e aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas de remuneração que assegurem ao empregado, desvinculada do salário, participação nos ganhos econômicos resultantes da produtividade de seu trabalho.


§ 5º – É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita orçamentária a entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica.


Art. 219. O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e sócio-econômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País, nos termos de lei federal.
Uma Constituição tão, digamos, verborrágica, e só dois artigos a respeito da ciência e tecnologia.
Só eu que acho isso trágico?