Procrastinação

 

At the End of a Procrastinated Day

Procrastination is the worst feeling ever. Sitting here, staring at my screen. Watching net videos, a full two-hours stupid documentation and not enjoying one second. Then, surfing the web once more. Refreshing Hacker News and my four favorite news sites in rotation, every minute—all the goddamn day. And my work is just one Command-Tab away. Even my new 3.99-Pomodoro-app (ps.: ou tomighty for linux-free) won’t bring me back to work.

Getting me some water from the kitchen. After all, some movement away from Chrome and thousands of open tabs. Eating a banana and listening to music which I just bought somewhere in the net.

I’ve still no clue why humans procastrinate. It feels so bad and I know I’d feel better if I was working again.

But I won’t.

Ao fim de um dia de procrastinação

Procrastinação é o pior sentimento de todos. Sentado aqui, olhando para meu monitor. Assistindo vídeos na net, duas horas de estúpida documentação e não gostando nem um segundo. Então, surfando na web mais uma vez. Atualizando o Hacker News e meus quatro sites de noticia favoritos alternadamente, a cada minuto – durante todo o maldito dia. E meu trabalho está a somente a um comando-aba de distância. Mesmo meu novo aplicativo de gerenciamento de tempo de US$ 3,99 não é capaz de me trazer de volta ao trabalho.

Pegando um pouco de água na cozinha. Afinal, algum distanciamento do Chrome e suas milhares de abas abertas. Comendo uma banana e  ouvindo música  que eu acabei de comprar em algum lugar na net.

Eu não tenho a menor ideia por que os humanos procrastinam. Isso me faz sentir tão mal e sei que eu me sentiria melhor se eu estivesse trabalhando novamente.

Mas eu não vou.

Procrastinação é mais uma dessas heranças primitivas. Ela nos faz valorizar mais o que traz retorno imediato ante o retorno a longo prazo, mesmo que dê um retorno maior. Ela desafia a razão, nos confunde e atrapalha nosso planos. Ela é movida pelo impulso.

É por isso que compramos um carro financiado pra poder parar de pegar ônibus hoje ao invés de poupar pra comprar a vista dois carros daqui a dois anos. É por isso que comemos doces/gordura hoje e deixamos a dieta pra amanhã. É por isso que saímos pra beber cerveja/fumar cigarro hoje e deixamos de ir pra academia amanhã. É por isso que deixamos a monografia/dissertação/tese pra semana final de entrega.

A ciência já sabe. A economia comportamental (behavioral economics) já sabe. E com isso os publicitários já sabem. É por isso que os chocolates e salgadinhos ficam na boca do caixa. É por isso que vocês não saem do Twitter. É por isso que seu Facebook fica aberto o dia inteiro.

É, de certa forma, natural. Mas nos torturamos com isso, pois essa luta é muito recente. Pra agravar o problema é que vivemos na “Era da Distração“. Vivemos na “Era do Tempo Real. Tudo é imediato. Somos bombardeados por estímulos por todos os lados. Assim não focamos em mais nada.

Eu acho que “encontrei jesuis, encontrei jesuis”. Depois de muito esforço, voltei a focar. Estou eliminado atividades que me distraem ou considero excessivas. Delegando. Ontem tive uma recaída, mas acredito que é normal. É como parar de fumar (ver post em breve). Só funciona depois da terceira tentativa.

Mas se você olhar suas intermináveis lista de to-do (a fazer), seus livros (e-books) a serem lidos, os filmes não finalizados no Netflix, etc., perceberá que é um longo caminho. Uma batalha sem fim.

E sem garantia alguma de vitória. Mas como humanos que somos, continuamos lutando.

PS.: Nos comentários no post acima tem várias referências complementares.

O Predador

Vamos supor, hipoteticamente, que amanhã quando acordássemos não estivéssemos mais no topo da cadeia alimentar. Que um ser alienígena, ou uma mutação em um dos seres abaixo de nós, os colocasse repentinamente acima. Pra começo de conversa, e ignorando diversas outras consequências, aonde esse ser iria nos caçar?

Na porta de um fast-food? Acredito que não. Aquilo que esses estabelecimentos produzem está longe de ser chamado de alimento. Algo totalmente industrializado – e quem já viu uma industria de alimentos por dentro sabe do que estou falando – só para atender a ansiedade da vida moderna. Aquela coisa que servem lá “sobrevive” por dias, meses e nem bactérias e fungos são capazes de decompô-las. Acredito que o plástico se decompõe mais rápido.

Outra opção seria na porta de uma churrascaria. Somos carnívoros, e usamos essa desculpa esfarrapada para nos entupirmos de carne gordurosa e impregnada de sal a fim de saciar uma herança primitiva. Teoricamente, ingerimos muito mais proteínas que o necessário. Mas essa demanda por carne, além de devastar florestas virgens para abrir espaço para pasto (bem, pelo menos não alimentamos o nosso gado com restos de outras culturas o que como se sabe tem consequências trágicas), nos obriga a acelerar o crescimento das vacas, porcos e galinhas com hormônios. Afinal todo fim de semana tem que ter churrasco e cerveja, certo?

Então seria na porta de um bar? Acredito que se alimentar de humanos onde os órgãos cuja função seria filtrar e eliminar as toxinas do nosso organismo – como o fígado e os rins – passaram a funcionar precariamente devido a falta de limites, não seria uma escolha muito inteligente.

Ou na porta de uma doceria, panificadora ou pizzaria? Bom, basta observar por alguns minutos o formato do corpo dos espécimes que entram e saem mais frequentemente desses ambientes pra pensar duas vezes e descartar essa hipótese. Além do quê, nunca poderíamos ignorar o prazer da caçada. Caçar um gordinho desesperado rolando pela ladeira – sem contudo, largar a rosquinha recheada – não teria graça alguma.

Veganistas e similares poderiam ser a melhor opção. Mas é conhecido o radicalismo do ser humano quando se tem que fazer escolhas difíceis. Nunca optamos pela sabedoria do equilíbrio, sempre é tudo ou nada. Assim creio que vegetarianos e vegans não seriam uma boa fonte de nutrientes para eles. Também temos que considerar a escala, já que os que não comem carne são a minoria da minoria da população, e não seriam suficientes para alimentar toda uma nova espécie.

Se esses seres, inseridos no “nosso” ecossistema, fossem mesmo uma espécie mais evoluída que nós – o que, definitivamente, não seria difícil, muito pelo contrário – eles optariam por uma outra fonte de nutrientes que não nós. Sei lá, uma zebra, um gnu. E talvez nos caçariam por pura diversão. Afinal, se tem algo que aprenderíamos rapidamente seria fugir como gazelas no meio Serengeti quando o guepardo chegar pro almoço.

Mas isso tudo, só nos levar a refletir sobre nossos (patéticos) hábitos. Somos o que comemos. Então se tivéssemos o mínimo de discernimento e olhássemos para nossa dieta com os olhos de uma espécie mais evoluída, veríamos quanto lixo ingerimos diariamente. Aliás praticamente tudo que comemos e bebemos é nocivo. O que no nosso estágio evolutivo é incoerente, principalmente se compararmos com os avanços na tecnologia e genética, por exemplo.

Mas talvez essa seja a razão, a maneira como avançamos nessas áreas passou a ilusão de que sempre desenvolveremos uma solução, medicamento ou cirurgia pra compensar nossos péssimos hábitos. Enfim, que teríamos a vida eterna a um preço razoável.

Bem, pelo menos até que a dona evolução nós mostrar quem é que manda no pedaço.

Depois da curva do rio

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Um castelo de cartas. Uma fileira de dominós caindo um sobre o outro. Sem fim aparente. E você torce pra acabar. Doce ilusão.
Chame de deus. Chame de diabo. Chame de “puppet master”. Chame de “Lei dos Grandes Números“. Chame de “Caos Determinístico“. Chame de Destino.
Você finalmente desiste de controlar. Alívio, enfim. Não se debater é sempre a melhor estratégia.
Como quando você começa a se afogar. Não lute, não sofra. Aproveite o momento. Mas não desista. Nunca (“Cara evolução…“). Espere o melhor momento pra tentar sair do turbilhão. Talvez tenha sorte.
Afinal a vida é uma torrente. Quando crianças eles pegam e nos jogam em um rio de águas aparentemente calmas. Você até começa a gostar da ideia.
Mais um exercício de autoengano.
Eis que depois da curva do rio encontrarmos uma cachoeira. Gigantesca. É sempre assim. Não dizem que após a calmaria vem a tormenta? Ou seria o contrário? Não pra mim.
E, num último relance – daqueles que você grava na memória – ao olhar pra trás, você vê um velho vestido de coringa com um violão parecido com o do Bob Dylan nas costas. Ele estampa um sorriso dissimulado de meia-boca, e murmura:
“- Eu não te avisei?”
Você não ouve, mas compreende perfeitamente.
Verdade, bem que você avisou. Até hoje, a sua voz grave ecoa na minha cabeça: “Não brinque comigo.”

Depeche Mode – Policy of Truth


Depeche Mode

-
 Policy of Truth

You had something to hide
Should have hidden it, shouldn’t you
Now you’re not satisfied
With what you’re being put through

It’s just time to pay the price
For not listening to advice
And deciding in your youth
On the policy of truth

Things could be so different now
It used to be so civilised
You will always wonder how
It could have been if you’d only lied

It’s too late to change events
It’s time to face the consequence
For delivering the proof
In the policy of truth

Never again
Is what you swore
The time before
Never again
Is what you swore
The time before

Now you’re standing there tongue tied
You’d better learn your lesson well
Hide what you have to hide
And tell what you have to tell
You’ll see your problems multiplied
If you continually decide
To faithfully pursue
The policy of truth

Never again
Is what you swore
The time before

A mente tranquila

Os meios para alcançar a vida feliz.
 
Marcial, as coisas pra se alcançar
A vida feliz, são essas, eu acho:
As riquezas se vão, não deixam dor;
A terra fértil, a mente tranquila:

O amigo igual, sem rancor, sem discórdia;
Nenhuma acusação de governar, nem de dominar;
Sem doença, a vida saudável;
A continuidade da família:

Dieta no dizer, sem delicadeza no fazer.
A verdadeira sabedoria aliada à simplicidade;
A noite livre de todos os cuidados,
Onde o vinho a inteligência não pode oprimir:

A esposa fiel, sem discussão;
Tal sono que pode seduzir a noite.
Satisfeito com vossas propriedades;
Nem desejo da Morte, nem medo do seu poder.
PS.: Tradução totalmente nas coxas. Se alguém quiser corrigir, sinta-se a vontade.
PPS.: Obviamente eu vi essa passagem na série The Tudors.

Metallica – Sad but True

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“I’m your truth, telling lies…I’m inside, open your eyes. I’m you.”

Metallica
Sad but True

Hey (hey)
I’m your life
I’m the one who takes you there
Hey (hey)
I’m your life
I’m the one who cares
They (they)
They betray
I’m your only true friend now
They (they)
They’ll betray
I’m forever there

I’m your dream, make you real
I’m your eyes, when you must steal
I’m your pain, when you can’t feel
Sad but true

I’m your dream, mind astray
I’m your eyes, while you’re away
I’m your pain, while you repay
You know it’s sad but true

Sad but true

You (you)
You’re my mask
You’re my cover, my shelter
You (you)
You’re my mask
You’re the one who’s blamed
Do (do)
Do my work
Do my dirty work, scapegoat
Do (do)
Do my deeds
For you’re the one who’s shamed

I’m your dream, make you real
I’m your eyes, when you must steal
I’m your pain, when you can’t feel
Sad but true

I’m your dream, mind astray
I’m your eyes, while you’re away
I’m your pain, while you repay
You know it’s sad but true

Sad but true

(2x)
I’m your dream
I’m your eyes
I’m your pain

You know it’s sad but true

Hate (hate)
I’m your hate
I’m your hate when you want love
Pay (pay)
Pay the price
Pay, for nothing’s fair

Hey (hey)
I’m your life
I’m the one who took you there
Hey (hey)
I’m your life
And I no longer care

I’m your dream, make you real
I’m your eyes, when you must steal
I’m your pain, when you can’t feel
Sad but true

I’m your truth, telling lies
I’m your reasoned alibis
I’m inside, open your eyes
I’m you

Sad but true

Um vício antigo

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“Keep Walking, bitch!”

É sempre assim. Depois da calmaria, normalmente vem com a velocidade de uma avalanche e com a força de um tsunami. Subitamente te domina. Não é desejo. Não é necessidade. É um vício antigo.

Personificado na figura de uma ninfa sedutora, que lentamente chega no seu ouvido e sussurra:
“- Fear not. Come out and play“.
Você treme. Já passou por isso antes. Um Johnny Walker Black. Uma Cuervo Gold. Uma Heineken. Uma dose. É só o que basta.

Tudo conspira. Nas músicas. Nos filmes. Na TV.  Está em livros. Está em blogs. Celebridades se perdem nos tentáculos de uma industria bilionária. Mas a culpa é do “individuo”.

Qualquer problema é desculpa. Qualquer percalço é motivo. Um encontro inesperado com um velho conhecido na rua. Um email. Uma mensagem. Um telefonema despropositado.

Não dessa vez. Não de novo. Você se lembra de uma promessa antiga. Uma premonição bem antes de se tornar adulto. Apesar dos anos, a voz ainda ressoa na sua cabeça: “Nada, nem ninguém te controlará. Lembre-se disso.”

Mas você tem consciência. O ser humano é imutável. Nunca mudamos realmente. Só trocamos o disfarce. O que chamamos de mudar é apenas a tentativa patética de ocultar dos demais aquilo que realmente somos. 
Auto-aceitação. A chave de todo programa de recuperação de qualquer vício. Crucial com os mais antigos.
A ninfa reaparece, talvez pelos trajes, talvez pelo crepúsculo, está mais sedutora ainda: 
“- É noite. É chegada a hora. Você vai vir?”

Não dessa vez. Não nunca mais. Existe uma multidão lá fora te esperando. Não eu. “Keep Walking, bitch
Guardem esse momento: eu citando a bíblia: “Disciplina é Liberdade”.
E a liberdade está acima de todas as outras coisas. Sempre.

Fleetwood Mac – Landslide

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Putz, como adoro a voz da Stevie Nicks

Fleetwood Mac – Landslide

I took my love and I took it down
I climbed a mountain and I turned around
And I saw my reflection in the snow-covered hills
Well, the landslide brought me down


Oh, mirror in the sky, what is love?
Can the child within my heart rise above?
Can I sail through the changin’ ocean tides?
Can I handle the seasons of my life?


Oh, oh…oh, oh
Oh, oh…oh, oh…oh…


Well, I’ve been afraid of changin’
‘Cause I’ve built my life around you
But time makes you bolder
Children get older
And I’m getting older too
Well…


Well, I’ve been afraid of changin’
‘Cause I’ve built my life around you
But time makes you bolder
Children get older
And I’m getting older too
Well, I’m getting older too


So, take this love and take it down
Yeah, and if you climb a mountain and you turn around
And if you see my reflection in the snow-covered hills
Well, the landslide brought me down


And if you see my reflection in the snow-covered hills
Well, maybe…
Well, maybe…
Well, maybe…
The landslide will bring you down

Johnny Cash – Hurt

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Hurt*
Johnny Cash
* – Cover do Nine Inch Nails


I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that’s real

The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
Upon my liars chair
Full of broken thoughts
I cannot repair

Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know
Goes away in the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

A Batalha Final: Anderson Silva vs Barry White #UFCRio

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“Barry White”

“Anderson Silva”

Uma pausa nos assuntos sérios, pq hoje é domingo (e um dia após o #UFCRio). Um tributo a um lutador (brasileiro) que vai ter que “ser aposentado” precocemente pq não encontra adversários à sua altura.

Bem, pelo menos nesse planeta…