A Batalha Final: Anderson Silva vs Barry White #UFCRio

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“Barry White”

“Anderson Silva”

Uma pausa nos assuntos sérios, pq hoje é domingo (e um dia após o #UFCRio). Um tributo a um lutador (brasileiro) que vai ter que “ser aposentado” precocemente pq não encontra adversários à sua altura.

Bem, pelo menos nesse planeta…

O embuste

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“Desde o surgimento da internet, nunca me senti tão poderoso. Nunca me senti tão forte e influente. De uns tempos pra cá essa sensação só cresce dentro de mim. Talvez seja efeito do crescimento das redes sociais que tem feito com que as informações sejam divulgadas exponencialmente. Talvez seja mesmo só o fato que vivamos a era da mediocridade. Talvez.

O que importa é que tenho me sentido como o mais “famoso dos famosos”, o rei da selva, o “the talk of the town”, o senhor do “zeitgeist”, a bala que matou o Kennedy, a estaca no coração do Drácula. “Like a G6“, reverbera nas rádios, um refrão enojante inspirado em mim.

Quando passo nas ruas, todos me olham com inveja, mulheres de todas as idades, com olhares lascivos me desejam, os outros machos da espécie mostram reverência e submissão, abaixam suas cabeças como cordeirinhos, executivos com roupas tão caras, quanto afeminadas, se prostam de joelhos.

Meus poucos livros são disputados a tapas nas livrarias. Meu telefone não para de tocar, são agentes de hollywood querendo os direitos para uma versão cinematográfica. Uma série talvez. Minha caixa de email está lotada de convites para palestras e “roadshows” a preço de ouro por todo o globo.

Ouro. Títulos. Dinheiro. Jatinhos. Champanhe. Carros caríssimos. O que pra vocês é sonho, pra mim é mera realidade. A mídia aos meus pés, lambendo, com sua língua fétida, o chão aonde piso. Líderes de todo mundo querem me encontrar, ouvir meus conselhos. No Oriente Médio, na África, todos os problemas sendo resolvidos pelo poder da minha palavra.

Eu sabia que seria assim. Desde que nasci sabia que possuía esse “dom”. O poder de convencer quem quer que seja. Não é só a escrita. Mas a linguagem como um todo. Um olhar, um gesto. Tudo isso forma uma força mística, um ectoplasma que orbita o meu ser, e, cria um campo de força que subjuga todos que me ouvem, que me leem. Uma espécie de eloquência transcendental

Mas vocês nunca serão capazes de entender, isso é inacessível para vocês, meros mortais. É algo só para os “escolhidos” só para aqueles que vocês desde os primórdios, reverenciam e chamam de deuses.

Eu sou a evolução da espécie social. Eu sou…”

Nesse momento ele acorda subitamente, suando frio, corre, liga o laptop, e faz mais um post no seu blooooog...


Dedicado a todos hiper-blogueiros e pseudo-escritores que habitam a internet atualmente.

O embuste

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“Desde o surgimento da internet, nunca me senti tão poderoso. Nunca me senti tão forte e influente. De uns tempos pra cá essa sensação só cresce dentro de mim. Talvez seja efeito do crescimento das redes sociais que tem feito com que as informações sejam divulgadas exponencialmente. Talvez seja mesmo só o fato que vivamos a era da mediocridade. Talvez.

O que importa é que tenho me sentido como o mais “famoso dos famosos”, o rei da selva, o “the talk of the town”, o senhor do “zeitgeist”, a bala que matou o Kennedy, a estaca no coração do Drácula. “Like a G6“, reverbera nas rádios, um refrão enojante inspirado em mim.

Quando passo nas ruas, todos me olham com inveja, mulheres de todas as idades, com olhares lascivos me desejam, os outros machos da espécie mostram reverência e submissão, abaixam suas cabeças como cordeirinhos, executivos com roupas tão caras, quanto afeminadas, se prostam de joelhos.

Meus poucos livros são disputados a tapas nas livrarias. Meu telefone não para de tocar, são agentes de hollywood querendo os direitos para uma versão cinematográfica. Uma série talvez. Minha caixa de email está lotada de convites para palestras e “roadshows” a preço de ouro por todo o globo.

Ouro. Títulos. Dinheiro. Jatinhos. Champanhe. Carros caríssimos. O que pra vocês é sonho, pra mim é mera realidade. A mídia aos meus pés, lambendo, com sua língua fétida, o chão aonde piso. Líderes de todo mundo querem me encontrar, ouvir meus conselhos. No Oriente Médio, na África, todos os problemas sendo resolvidos pelo poder da minha palavra.

Eu sabia que seria assim. Desde que nasci sabia que possuía esse “dom”. O poder de convencer quem quer que seja. Não é só a escrita. Mas a linguagem como um todo. Um olhar, um gesto. Tudo isso forma uma força mística, um ectoplasma que orbita o meu ser, e, cria um campo de força que subjuga todos que me ouvem, que me leem. Uma espécie de eloquência transcendental

Mas vocês nunca serão capazes de entender, isso é inacessível para vocês, meros mortais. É algo só para os “escolhidos” só para aqueles que vocês desde os primórdios, reverenciam e chamam de deuses.

Eu sou a evolução da espécie social. Eu sou…”

Nesse momento ele acorda subitamente, suando frio, corre, liga o laptop, e faz mais um post no seu blooooog...


Dedicado a todos hiper-blogueiros e pseudo-escritores que habitam a internet atualmente.

Crônicas da vida e da morte

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“Simple Minds, Alive and Kicking”
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Recorrentemente me surge a visão de um cemitério de elefantes, lotado de carcaças mortas, esqueletos de velhos mamutes que lentamente caminham para o seu inevitável destino. Morrer em paz, seguindo passivamente os desígnios ancestrais. Uma herança primitiva que nós obriga, silenciosamente, seguir nosso curso.

Essa visão em si, pode parecer mórbida ou triste, mas efetivamente não é. Ela serve para nos relembrar que passaremos. Como outros milhares passaram antes de nós. Um cemitério não é um local para celebrar os mortos, mas sim uma forma quase permanente dos mortos nos lembrar da nossa efemeridade.

E é um sinal do nosso estilo de vida atual, gradativamente ignorar (mais) esse ritual. Por razões que não consigo vislumbrar, atualmente achamos que somos imortais. Vivemos a era da futilidade. Não existe foco, não existe reflexão. Só existe distração por todos os lados, para todos os sentidos. Tolos que somos, nos regojizamos disso, idolatramos isso.

Você pode fugir o quanto quiser, mas você não pode se esconder. E fugir aqui tem um sentido amplo. Beber, comprar, viajar, comer, etc. Tudo isso é fútil. Tudo isso é fuga. Quer você queira, quer não. A vida segue independentemente da sua vontade. Quem já tentou nadar contra a corrente num rio bravio sabe do que estou falando. Ele segue o seu curso, por mais que você lute até a exaustão.

E as patas de elefante, tão lentas, quanto pesadas, continuam tocando o solo. Passo a passo. Suas últimas marcas na Terra. Uns satisfeitos por terem cumprido o seu destino. Nascer, crescer, procriar e morrer. Outros frustados por ter falhado na missão de carregar o bastão que a evolução entregou pra você lá na largada.

E não estou falando só de descendência, mas sim de legado. Ele não se resume em criar filhos, deixar seus 23 cromossomos de herança. Estou falando de se sentir produtivo. Cada dia a sensação de ter feito o mundo um pouco melhor. Não pra você, mas para os outros. Principalmente para os que virão.

O chute não foi a primeira demonstração física de vida que mandamos pro resto do mundo de dentro da barriga das nossas mães? Por que diabos então deixamos, gradativamente, de mostrar ao mundo que continuamos por aqui, vivos e chutando?

Crônicas da vida e da morte

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“Simple Minds, Alive and Kicking”

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Recorrentemente me surge a visão de um cemitério de elefantes, lotado de carcaças mortas, esqueletos de velhos mamutes que lentamente caminham para o seu inevitável destino. Morrer em paz, seguindo passivamente os desígnios ancestrais. Uma herança primitiva que nós obriga, silenciosamente, seguir nosso curso.

Essa visão em si, pode parecer mórbida ou triste, mas efetivamente não é. Ela serve para nos relembrar que passaremos. Como outros milhares passaram antes de nós. Um cemitério não é um local para celebrar os mortos, mas sim uma forma quase permanente dos mortos nos lembrar da nossa efemeridade.

E é um sinal do nosso estilo de vida atual, gradativamente ignorar (mais) esse ritual. Por razões que não consigo vislumbrar, atualmente achamos que somos imortais. Vivemos a era da futilidade. Não existe foco, não existe reflexão. Só existe distração por todos os lados, para todos os sentidos. Tolos que somos, nos regojizamos disso, idolatramos isso.

Você pode fugir o quanto quiser, mas você não pode se esconder. E fugir aqui tem um sentido amplo. Beber, comprar, viajar, comer, etc. Tudo isso é fútil. Tudo isso é fuga. Quer você queira, quer não. A vida segue independentemente da sua vontade. Quem já tentou nadar contra a corrente num rio bravio sabe do que estou falando. Ele segue o seu curso, por mais que você lute até a exaustão.

E as patas de elefante, tão lentas, quanto pesadas, continuam tocando o solo. Passo a passo. Suas últimas marcas na Terra. Uns satisfeitos por terem cumprido o seu destino. Nascer, crescer, procriar e morrer. Outros frustados por ter falhado na missão de carregar o bastão que a evolução entregou pra você lá na largada.

E não estou falando só de descendência, mas sim de legado. Ele não se resume em criar filhos, deixar seus 23 cromossomos de herança. Estou falando de se sentir produtivo. Cada dia a sensação de ter feito o mundo um pouco melhor. Não pra você, mas para os outros. Principalmente para os que virão.

O chute não foi a primeira demonstração física de vida que mandamos pro resto do mundo de dentro da barriga das nossas mães? Por que diabos então deixamos, gradativamente, de mostrar ao mundo que continuamos por aqui, vivos e chutando?

Tempus Fugit

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Mas entretanto ele voa: irremediavelmente o tempo voa, enquanto vagamos por ai, prisioneiros do nosso amor pelos detalhes” – Virgílio, Geórgicas


Quando era mais jovem – ou menos velho, como queiram (risos) – comprei um livro, um daqueles que supostamente teriam mudado a minha vida. Sabem como é, pra certas mensagens, tem que se estar pronto. Era Sêneca, “Sobre a Brevidade da Vida“. Tinha lido alguma coisa a respeito dele, e achei que seria uma boa forma de enfrentar essa questão que ocupou – olhem só que ironia -  o tempo de tantos filósofos. Eles que deixaram tudo isso ai, prontinho pra nós, ingratos ignorantes, aprendermos.

De certa forma, já havia percebido o quão breve seria minha existência na Terra, e como a nossa vida é totalmente condicionada. Tudo pra adiar a produção de uma obra, de algo que represente, mesmo que para alguns, a memória do que fomos, do que produzimos. Mas nos perdemos passivamente em futilidades, em heranças primitivas, dependências marcadas a ferro no nosso DNA.

Dos poucos livros que li, na verdade, parece que não aprendi nada. E do jeito que sigo, duvido que vá aprender alguma coisa agora. Eu simplesmente tenho permitido que a vida passe por mim. De certa forma, aceitei ser um mero espectador, não aceitei assumir o papel de protagonista. Se serve de consolo – não, não serve – ao meu redor só orbita alienação e uma patética ode à futilidade.

“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. A vida se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.” – Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida

O tempo, irremediavelmente voa. Tempus fugit, escreveu Virgílio. Por algum motivo, sinto que preciso tatuar isso na minha pele. Talvez, só assim não esqueça de algo tão importante. Estou no meio da minha vida, e aparentemente, sou tão incompetente que não consigo lembrar o quão efêmera a vida é. Não consigo lembrar a lição mais importante que (tentaram) me ensinar.

Esse assunto vem à tona, não por acaso. Ao assistir vídeos antigos dos meus filhos, foi como se fosse atingido por uma tijolada na cara. Os filhos tem essa inegável função, (supostamente) te tiram da passividade, te fazem focar no que é real, nos aspectos concretos da luta pela sobrevivência. Te mostram a “verdade brutal”: você é apenas um “morto adiado”, e em breve voltará a ser pó. E ai? Qual será o seu legado?

Mas a questão é, se eu que tenho um pouco de consciência a respeito disso, me sinto profundamente perturbado, imagine o quanto é triste perceber que é impossível explicar algo tão importante pra pessoas que você gosta. É o típico discurso vazio, não serve pra nada se você não descobrir por conta própria. E parece que os outros não perceberão tão cedo. Ou apenas são dissimulados e desonestos à respeito da suas próprias vidas, e acredito ser desnecessário demonstrar o quão estúpido isso é.

Mas se você não aprender logo, o que vai restar no final da vida é só arrependimento. E, segundo dizem, um dos piores sentimentos que podem afligir um homem. Será que ainda resta “tempo”?

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Tempus Fugit

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Mas entretanto ele voa: irremediavelmente o tempo voa, enquanto vagamos por ai, prisioneiros do nosso amor pelos detalhes” – Virgílio, Geórgicas


Quando era mais jovem – ou menos velho, como queiram (risos) – comprei um livro, um daqueles que supostamente teriam mudado a minha vida. Sabem como é, pra certas mensagens, tem que se estar pronto. Era Sêneca, “Sobre a Brevidade da Vida“. Tinha lido alguma coisa a respeito dele, e achei que seria uma boa forma de enfrentar essa questão que ocupou – olhem só que ironia -  o tempo de tantos filósofos. Eles que deixaram tudo isso ai, prontinho pra nós, ingratos ignorantes, aprendermos.

De certa forma, já havia percebido o quão breve seria minha existência na Terra, e como a nossa vida é totalmente condicionada. Tudo pra adiar a produção de uma obra, de algo que represente, mesmo que para alguns, a memória do que fomos, do que produzimos. Mas nos perdemos passivamente em futilidades, em heranças primitivas, dependências marcadas a ferro no nosso DNA.

Dos poucos livros que li, na verdade, parece que não aprendi nada. E do jeito que sigo, duvido que vá aprender alguma coisa agora. Eu simplesmente tenho permitido que a vida passe por mim. De certa forma, aceitei ser um mero espectador, não aceitei assumir o papel de protagonista. Se serve de consolo – não, não serve – ao meu redor só orbita alienação e uma patética ode à futilidade.

“Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. A vida se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.” – Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida

O tempo, irremediavelmente voa. Tempus fugit, escreveu Virgílio. Por algum motivo, sinto que preciso tatuar isso na minha pele. Talvez, só assim não esqueça de algo tão importante. Estou no meio da minha vida, e aparentemente, sou tão incompetente que não consigo lembrar o quão efêmera a vida é. Não consigo lembrar a lição mais importante que (tentaram) me ensinar.

Esse assunto vem à tona, não por acaso. Ao assistir vídeos antigos dos meus filhos, foi como se fosse atingido por uma tijolada na cara. Os filhos tem essa inegável função, (supostamente) te tiram da passividade, te fazem focar no que é real, nos aspectos concretos da luta pela sobrevivência. Te mostram a “verdade brutal”: você é apenas um “morto adiado”, e em breve voltará a ser pó. E ai? Qual será o seu legado?

Mas a questão é, se eu que tenho um pouco de consciência a respeito disso, me sinto profundamente perturbado, imagine o quanto é triste perceber que é impossível explicar algo tão importante pra pessoas que você gosta. É o típico discurso vazio, não serve pra nada se você não descobrir por conta própria. E parece que os outros não perceberão tão cedo. Ou apenas são dissimulados e desonestos à respeito da suas próprias vidas, e acredito ser desnecessário demonstrar o quão estúpido isso é.

Mas se você não aprender logo, o que vai restar no final da vida é só arrependimento. E, segundo dizem, um dos piores sentimentos que podem afligir um homem. Será que ainda resta “tempo”?

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Minhas 5 Canções de Protesto Político

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Fazer listas nunca é fácil. Eu não era muito adepto de listas até assistir/ler o “High Fidelity”. Mas com o passar do tempo, descobri que isso, é um ótimo exercício decisório que deixamos de fazer com o passar do tempo. Enfim, cada escolha uma renúncia.

Como esse blog agora tem limite de palavras por post (aguardem “notas administrativas”), vamos ao que interessa. Essa é a minha lista. Foi punk deixar Bob Dylan, The Sex Pistols (God Save the Queen), The Clash (Known your Rights) e Creedence Clearwater Revival (Fortunate Son) fora. Mas, é a vida.

“Emancipate yourselves from mental slavery, none but ourselves can free our minds”

“Don’t you know you’re talking about a revolution It sounds like a whisper”

“Hound dogs on my trail, school children sitting in jail, black cat cross my path, I think every day’s gonna be my last”

“I can’t believe the news today, I can’t close my eyes and make it go away.”

“Fuck you, I won’t do what you tell me. Fuck you…Motherfucker!”

Pra quem está curioso por que não tem músicas brasileiras, não sei bem o que aconteceu. Sei que um belo dia, quando tinha por volta de 16 ou 17 anos, estava escutando Caetano Veloso num velho walkman, ai comecei a vomitar compulsivamente até quase morrer, depois disso meus ouvidos nunca mais suportaram a tal MPB.

Brincadeiras à parte, é claro que existe uma versão pt-br dessa lista (que começa mais ou menos assim: “Caminhando e cantando e seguindo a canção…“). Quem sabe um dia, depois que essas velhas múmias (sic) que assombram a música brasileira, estiverem realmente mortos e enterrados.

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Minhas 5 Canções de Protesto Político

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Fazer listas nunca é fácil. Eu não era muito adepto de listas até assistir/ler o “High Fidelity”. Mas com o passar do tempo, descobri que isso, é um ótimo exercício decisório que deixamos de fazer com o passar do tempo. Enfim, cada escolha uma renúncia.

Como esse blog agora tem limite de palavras por post (aguardem “notas administrativas”), vamos ao que interessa. Essa é a minha lista. Foi punk deixar Bob Dylan, The Sex Pistols (God Save the Queen), The Clash (Known your Rights) e Creedence Clearwater Revival (Fortunate Son) fora. Mas, é a vida.

“Emancipate yourselves from mental slavery, none but ourselves can free our minds”

“Don’t you know you’re talking about a revolution It sounds like a whisper”

“Hound dogs on my trail, school children sitting in jail, black cat cross my path, I think every day’s gonna be my last”

“I can’t believe the news today, I can’t close my eyes and make it go away.”

“Fuck you, I won’t do what you tell me. Fuck you…Motherfucker!”

Pra quem está curioso por que não tem músicas brasileiras, não sei bem o que aconteceu. Sei que um belo dia, quando tinha por volta de 16 ou 17 anos, estava escutando Caetano Veloso num velho walkman, ai comecei a vomitar compulsivamente até quase morrer, depois disso meus ouvidos nunca mais suportaram a tal MPB.

Brincadeiras à parte, é claro que existe uma versão pt-br dessa lista (que começa mais ou menos assim: “Caminhando e cantando e seguindo a canção…“). Quem sabe um dia, depois que essas velhas múmias (sic) que assombram a música brasileira, estiverem realmente mortos e enterrados.

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Amy

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“Um dos grandes álbuns de uma época em que basta ser medíocre pra ser celebridade”

Eu não sou muito de fazer analises filosóficas ou pseudo-cientificas sobre música e cinema. Eu só escuto e aproveito. Simples assim. Qualquer um que escutou meia dúzia de músicas de jazz, blues ou soul poderia escrever páginas e páginas fazendo comparações injustas com divas que, de tempos em tempos surgem.

Mas o que eu posso dizer é que o que eu senti quando ouvi “Back to Black” foi algo só comparado ao que senti quando ouvi a voz da Nina Simone a 1ª vez. E isso, não é pouco.

“please don’t let me be misunderstood”

Vou sentir falta, não porque estou comovido, emocionado, mas porque, egoísta que sou, esperava outra preciosidade pra nós livrar, mesmo que temporariamente, desses tempos de ode a futilidade.

Mas de certa forma já sabia, pois nunca esperei algum tipo de reabilitação dela. Desde o principio acreditava que esse era o seu inevitável, destino.