Estratégia dos EUA na COP era apoiar a Marina em detrimento do Celso Amorim

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E agora Marina? Agora está tudo explicado, o apoio do Cameron, o jatinho jatão na reta final da campanha, etc. Mas eu nem fico puto com isso, pq já desconfiava, eu fico puto pq vou ter que concordar com o louco do PHA.

Só falta algum vazamento mostrando alguma ONG em contato direto com diplomatas.

PS.: Eu que sempre respeitei e admirei a nível, o durissimo processo de seleção do Itamarati, estou absorto com o linguajar da diplomacia americana. Mas não só isso, estou abismado com o baixo nível e na qualidade dos relatos vazados. Estou até pensando em tentar a área diplomática agora.

WikiLeaks: Lula “cacarejou” sobre clima, dizem EUA

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WikiLeaks: Lula “cacarejou” sobre clima, dizem EUA
09 de dezembro de 2010 • 07h57 • atualizado às 08h46

Novos documentos do site WikiLeaks mostram críticas dos diplomatas americanos à atitude brasileira nas negociações internacionais do clima. Os telegramas foram escritos entre 2008 e 2010. Em um deles, o suposto protagonismo brasileiro na cúpula do clima de Copenhague, no final de 2009, é ironizado. Segundo a diplomata Lisa Kubiske, “Lula cacarejou” suas conquistas ambientais e sua capacidade de costurar um acordo. Para os EUA, o Brasil teria assumido uma imagem exagerada de “herói” e “cavaleiro branco”. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Os documentos mostram a estratégia dos EUA para atrair o apoio brasileiro para suas propostas. O país pretendia enfraquecer o Itamaraty em favor do MMA (Ministério do Meio Ambiente). Isso porque se, por um lado, os diplomatas brasileiros eram contra a ideia de que países em desenvolvimento assumissem metas de redução de emissões de CO2, o MMA defendia que todas as nações dividissem a responsabilidade pelos cortes

Um “Belo-Monte” de razões para continuarmos dialogando com os “verdes”

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“Temos motivos suficientes para avançar numa agenda da sustentabilidade.”

Eu vinha tentando arrumar tempo para escrever esse post, mas “tempus fugit”. Sorte que encontrei esse post do “Café & Aspirinas” (um desses blogs que quando você encontra, sente que vale a pena perder tanto tempo na internet) me ajuda pois mostra o quanto a campanha da Dilma resolveu encarar a questão da sustentabilidade. Assim posso ir direto ao assunto, sobre o que acho que deve ser feito daqui em diante.

Acredito que a campanha da Dilma deve incorporar as principais demandas do PV e da Marina (parem de lutar com a realidade. Ela teve 20% dos votos válidos, ela é, hoje, a representante dessa agenda. Amanhã vai ser um outro dia, mas hoje essa é a realidade). Pode ser parcialmente, pois vi alguns exageros (do tipo aquelas coisas que o Greenpeace pede). Acredito que a estratégia correta da Marina deveria ter sido um apoio a Dilma, e uma tentativa de incorporar parte do legado do governo Lula (mas vai que a Dilma perde, né?). De qualquer forma, o mais importante é que os “verdes” consigam eleger uma bancada ampla, para se contrapor aos ruralistas.

Mas é importante manter um dialogo de alto nível. Essa agenda veio pra ficar. Em algum post ai atrás, propus que a Dilma lançasse uma “espécie” de “Carta ao Povo Brasileiro v2.0 – Meio Ambiente”. Pra mim que a Dilma é uma desenvolvimentista estava consolidado na cabeça das pessoas, o que precisávamos naquele momento era uma demonstração clara que se comprometeria com as causas ambientais. Pra Dilma, meio-ambiente era o que a Política Monetária foi para o Lula.

Talvez se tivessem me ouvido, não teríamos segundo turno (ups, esqueci da “tsunami de spams” sobre o aborto. Aliás alguém do PT começou a investigar a origem. Está claro que foi orquestrado). Mas já disse, o segundo turno está sendo – dentro das constrangedoras limitações impostas pelo adversário – útil. Por inúmeros motivos, que a falta de tempo me impede de listar agora.

Voltando ao que interessa: temos um Belo-Monte de razões pra discutir com os verdes. E não só com eles. Com os que representam os direitos do indígenas (antes que alguém venha falar besteira: não estamos falando de dinheiro, estamos falando de valores, princípios). É permitir que minorias tenham voz. É começar a pensar o Brasil, com a dimensão que merece, sim, mas também pensar no longo-prazo (minha maior crítica ao governo Lula).

Nesse sentido, acho que a nossa ânsia – e, por que não, necessidade – de desenvolvimento não pode nos impedir de sermos melhores. Não basta fazer o que os outros fizeram. Temos que construir o “nosso modelo de desenvolvimento sustentável”. Não somos China. Somos mais. Não somos EUA (massacre dos nativos norte-americanos ensinou alguma coisa?). Vamos ser mais.

Mas para isso, é preciso saber escutar a mensagem que o povo brasileiro enviou. Eu acho que parte desses milhões de votos é barulho suficiente até para um surdo entender que eles estão lá. Certo?

Café & Aspirinas: Dilma quer desenvolvimento com sustentabilidade

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dilma quer desenvolvimento com sustentabilidade
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Material de campanha da Dilma Rousseff que circula nas ruas e na internet traz o texto abaixo e os 13 compromissos da canditata com o desenvolvimento sustentável do Brasil.

A política ambiental de Dilma vai aprofundar os avanços conquistados no Governo Lula na construção de um novo padrão de desenvolvimento sustentável e includente. No período 2003-2010 foram destinados 26,8 milhões de hectares para novas Unidades de Conservação, o que corresponde a 75% das áreas de conservação da biodiversidade criadas no mundo depois de 2003. E o desmatamento da Amazônia foi reduzido a menos de 7,5 mil km2 em 2009, graças à ação integrada de fiscalização, apoio à produção sustentável e regularização fundiária.

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A classe média é mesmo ingrata?

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“Não falta no programa da Dilma uma grande proposta para a classe média, como a que o Obama fez?”

Numa não-discussão com um colega por e-mail ele afirmou que nem ele, nem sua família (classe média alta) sentiram na pele os tão propalado sucesso econômico do governo Lula. Essa afirmação, ao contrário do que tem ocorrido com os demais argumentos, esse plantou uma dúvida na minha cabeça: será que a classe média é ingrata ou ela não participou ativamente da festa? Seria essa a razão do insucesso no primeiro turno?

Quando mergulhamos de cabeça no embate político cometemos o erro de ignorar as dúvidas que vão surgindo no processo. Por outro lado, assumimos como verdades absolutas os dados que saem das pesquisas de opinião. Quem conhece minimamente de estatística, e tem compromisso com a verdade, sabe que esse pode ser um erro fatal. A verdade é que as estatísticas dizem que o governo Lula é bem avaliado na classe média, mas coloca no mesmo balaio, aqueles que subiram recentemente para esse estamento, e aqueles que por sua consciência social dão um voto favorável às iniciativas deste governo, mesmo tendo pouco para comemorar.

Podemos citar uma dezena de exemplos de como a classe média foi, mais uma vez – comemos o pão que o diabo amassou na era FHC -  escanteada nas suas demandas. Basta observar o descaso com a melhoria da qualidade do serviço público e na regulação das empresas privatizadas. Oras, ao argumentar com outro colega que isso foi fruto da promiscuidade das privatizações e que as agências foram, deliberadamente, fragilizadas a fim de permitir que os “investidores” pudessem recuperar seus recursos mais rapidamente, ele contra-argumentou, sabiamente, que o governo Lula teve oito anos pra resolver isso e não resolveu. É verdade.

Podemos vasculhar por mais exemplos de como, na verdade, mais uma vez, o PT sofre na mão da classe média por culpa do seu preconceito e sua incapacidade de atacar as classes mais altas (o exemplo do Plínio em que diz que um empréstimo para o Eike vale um Bolsa-Família inteiro é uma demonstração disso. Outro é como o governo Lula mudou pouco no processo de transferência de recursos para a velha mídia). Para falar a verdade – eu sou classe média também, como a maioria a minha volta – eu mesmo tenho muito pouco que agradecer ao governo Lula por políticas específicas para mim e para minha família. Voto na Dilma, principalmente, por que sei que esse projeto beneficiou os mais pobres.

Mas isso, de modo algum, serve de argumento para convencer aqueles que não a apoiam por essa razão a fazê-lo. Uma grande parte ainda vota na Dilma e outra no Serra. Mas não seria esse contingente de insatisfeitos que alimentaram a tão propalada “onda verde”? Se for verdade, não seria o caso da Dilma fazer uma grande proposta, arrojada, para essa classe? Algo relacionado a empreendedorismo e a redução de impostos para as faixas mais baixas do imposto de renda? Uma proposta de impacto ao invés de ficar só se defendendo de mentiras?

PS.: Espero sinceramente que a campanha da Dilma leia esse post antes da campanha do Serra.

Seja bem-vindo, segundo turno.

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“Vox Populi, Vox Dei.”

Tivemos um resultado extraordinário no Senado e na Câmara, primeira missão completada. Agora, vamos enfrentar um segundo turno duro e sangrento (como ressaltei aqui diversas vezes). Mas se é assim que tem que ser, assim será. O povo brasileiro é conservador, mas sábio. A classe média é superficial e ingrata. Mas o que não mata fortalece.

Parem de lutar contra os fatos. A Marina é a grande vitoriosa, com aproximadamente 20% dos votos válidos, tem tudo pra disputar com o outro vitorioso, Aécio Neves, a liderança da nova oposição (que agora fica livre dos velhos senadores, e terá que abrir espaços para novas lideranças). Tudo vai depender de como vai encaminhar e administrar esse cacife que as urnas forneceram.

Parem de passar recibo para a mídia. A Dilma saiu de 0 para 47.649.507 votos em menos de dois anos. Isso não é trivial. Um feito fantástico, extraordinário, único. Mas se os eleitores estavam susceptíveis a mudanças de última hora, é por que precisavam refletir mais sobre temas espinhosos, Dilma (ela, não mais o Lula) tem que demonstrar capacidade de resistir às baixarias, religiosas inclusive. É do jogo, é assim que a democracia funciona. É assim que escolheremos um líder capaz de aguentar a pressão infinitamente maior que virá pela frente. Campanha é só seleção pra trainee desse cargo tão importante. E ainda bem que é assim.

José Serra, agora tem a chance da sua vida. Tem que demonstrar habilidade e competência, coisa que não demonstrou até agora. Marina o colocou nesse segundo turno, agora é com ele e com sua equipe. De certa forma, está sozinho, Aécio e Marina não tem nada a ganhar o apoiando. Mas muita coisa pode mudar, do vice ao fim da reeleição (que fica mais difícil com esse Senado). E duvido que aja clima para construir “pontes de confiança”. Se o PT está unido – temporariamente – a oposição está passando por um momento de profundas mudanças e, por isso, está dividido. Alckmin em São Paulo não deve ser descartado como liderança.

Mas se essa é a chance do Serra, também é a chance de ouro da Dilma escrever seu nome na história. Além disso os estrategistas da campanha da Dilma, optaram por fazer uma campanha de “alto nível” ignorando os ataques, sem desconstruir as falsas promessas do Serra e o bom mocismo da Marina. A despeito do que disse aqui, a Dilma não deu demonstrações claras aos eleitores “verdes” que se comprometeria com a sua agenda. E à direita religiosa, somente no final, após pressões. Confiou nos acordos de bastidores com os evangélicos e com a força da esquerda católica – que parece não apita mais nada. Todos esses atores, democraticamente, impuseram a sua agenda.

Agora é hora de jogar o jogo. Para conquistar os verdes eu proponho uma “carta ao povo brasileiro v2.0″ na sua versão ambiental. Meio-ambiente para a Dilma, é o que o mercado financeiro foi para o Lula. É preciso reagir. Para estancar a questão religiosa, eu proponho liberar a Dilma da contingência, pois ela sempre se saiu melhor quando foi direta ao assunto – mesmo que de maneira dura – e resolver isso de maneira rápida e com respostas curtas. Mas como estadista, ou seja, o discurso é o que ela apresentou no final, mas falando às pessoas.

Sobre a boataria de baixo nível, é inaceitável, que uma campanha multi-milionária precise contar com os esforços da blogosfera amadora para criar um site para municiar as respostas aos e-mails difamatórios. Aonde estava a equipe do João Santana? Fazendo tomadas épica do Brasil de norte a sul. Só isso não vence as eleições. E mais, vocês tem certeza que FHC está pendurado no pescoço do Serra? Por que com quem eu conversei, não é o que parece. Tem gente que nem lembra que o Serra foi Ministro do FHC. Finalizando, a militância tem que sair um pouco do alienante twitter, que não vence eleição, não derruba ditador, nem presidente do Senado. Duvido que derrube um presidente de diretório acadêmico. Campanha se vence na rua, conversando com o povo, principalmente os mais simples. Falando pouco e ouvindo muito.

Enfim, a meu ver, não é assim que esse jogo deve ser jogado. Reação rápida, não tampem o sol com a peneira, mas não passem recibo para a mídia. Nem vitória, nem derrota. Foi a voz rouca das ruas falando, democraticamente, o que quer para o seu futuro.

Serra foge do debate com cientistas da SBPC. Dilma e Marina não.

Serra foge da reunião da SBPC

 

José Serra é o único dos três principais candidatos a presidente que não vai comparecer à 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), esta semana, em Natal, que terá como tema as ciências do mar. Dilma Rousseff e Marina Silva confirmaram presença, mas Serra alegou problemas de agenda para cancelar sua visita, prevista para quinta-feira. A dica foi do nosso colaborador Gustavo, que mandou o link da notícia publicada no site nominuto.com.

Quero ver como a mídia vai reagir. Quando Dilma alegou problema de agenda, e de fato foi ao exterior para uma série de encontros, para não comparecer à sabatina da Folha de S.Paulo fizeram um carnaval, e o próprio Serra explorou a questão dizendo que Dilma fugia de debates.

Agora eu pergunto, o que vale mais: ir a uma sabatina de um jornal totalmente comprometido com a candidatura Serra, que se mostrou dócil com o candidato tucano, mas que faria tudo para derrubar Dilma, ou comparecer a um encontro que reúne os maiores cientistas e pesquisadores do país?

As reuniões da SBPC foram um fórum de resistência durante os anos de ditadura no Brasil, e nela está um público de alta capacidade crítica, capaz de sustentar um debate de alto nível com qualquer candidato. Serra não gosta de enfrentar um público que não lhe seja servil. Não tolera nem jornalistas dos meios amigos que ousam incomodá-lo com alguma pergunta que o contrarie.

Na reunião da SBPC, Serra seria confrontado com a política educacional dos tucanos, que sucateou as universidades federais e desvalorizou seu corpo docente. Certamente seria lembrado também de como lidou com movimentos reivindicatórios, como os dos professores da USP, tratados a cassetete e gás lacrimogêneo, como a ditadura fazia em seus tempos mais sombrios.

Serra não quer debate nenhum com a sociedade. No máximo vai a encontros de entidades patronais e de empresários, onde pode soltar sua ultrapassada cantilena contra os movimentos sociais e os governos de esquerda da América Latina, pois sabe que terá uma claque a aplaudi-lo.

O pós-Datafolha

A Vox foi encerrada dias 11 e 12/05 em alguns estados. A nacional encerrou dia 13. Parece que, em um momento de mudança, independentemente das inserções, dois dias fazem diferença e as estaduais da Vox foram, em geral, mais favoráveis a Serra que a pesquisa nacional (foram amostras diferentes.) A recente Sensus terminou a coleta dia 14 e captou algo de efeito do programa mais longo do PT.

O Datafolha surpreendeu hoje (22/05), mas pode apresentar os seguintes argumentos: 

a) Vox e Sensus captam um cenário “na média” mais favorável a Dilma por pequenas diferenças metodológicas. Em ambiente “constante”, os resultados seriam diferentes entre os institutos; em ambiente de crescimento de uma campanha, captariam antes; 

b) Se as próximas pesquisas de outros institutos ampliarem a vantagem de Dilma, será por causa do programa de 13/mai.; 

c) o DEM fará programa em 26/05, talvez elogiando a parceria com Serra. O PSDB fará programa em 16/06. Se houver pesquisa após isso, aí Serra talvez recupere algo da perda recente. 

É cedo, sem ocorrer campanha, para falar em vitória no 1º turno para qualquer um, embora haja uma tendência clara para isso. Obviamente seria necessário esperar que um candidato suplantasse a soma dos demais. Mas, comparando-se as pesquisas de 2º turno com as de 1º, nota-se que os votos de Marina se dividem mais ou menos igual (nas duas últimas pesquisas Dilma saiu levemente favorecida nisso.) 

Não é muito notado, mas nas pesquisas de 2º turno as oscilações são menores no tempo e entre os institutos. Desde o lançamento da candidatura de Dilma (25/fev.), esta sempre esteve entre 44% e 52% dos votos válidos. Serra entre 48% e 56%. 

Podemos olhar esse indicador no tempo, cobrindo um ano de campanha, sempre lembrando que, se um eleitor em 25 mudar de idéia, não se trata mais de 4%, posto que os indecisos já estão em patamar bem baixo, mas, sim, de 8% (essa é a razão porque, agora, os desenhos mostrando a “boca do jacaré” apresentam uma simetria, e não apenas uma candidatura caindo ou outra subindo.) 

Também temos que ter em mente os próximos passos do calendário das campanhas.

  

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Afinal, já dá para enxergar algo em pesquisas eleitorais? Sim. (por Gunter)

A “pesquisa do momento” é a Datafolha divulgada em 27/mar e analisada por Fernando Rodrigues, que é um grande conhecedor de históricos de pesquisas. Talvez para não comprometer a isenção, as análises dele e de outros na imprensa ou nos institutos ficam quase sempre na apresentação trivial do “quem-subiu-e-quem-caiu”. Por isso, quem as lê fica com a sensação de que falta algo. Porque tantas perguntas e tantos cenários são feitos, não é?

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/

Podemos ir além dessa abordagem e ver que há dados e tendências, comuns a todos os institutos, mas pouco comentados. Mas quem for observador autônomo pode arriscar algumas conclusões também.

A . A candidatura Dilma foi a única com tendência de crescimento de longo prazo.

Não é necessário ser torcedor para afirmar isso, pois, simplesmente, é o único grande movimento que pôde ser observado e a explicação é que houve a falada “transferência”. Esta é uma campanha sem novidades, os potenciais candidatos são os mesmos nas pesquisas há mais de dois anos e os únicos eventos foram a substituição (por coincidência) de Heloísa Helena por Marina Silva e a aparente decisão do PSDB por Serra.

Movimentos “dois pra frente, um pra trás” são algo comum e não devem causar estranheza, até por que são resultados de amostragens, não de populações inteiras. Por isso, além de se olhar para as oscilações de curto prazo (as “árvores”), temos que observar as tendências de longo prazo (a “floresta”.) Haverá mais 25 a 40 pesquisas até as eleições, essa é a forma de acompanhá-las sem estresse.

Para “intenções de voto no 1º turno” há algumas macrotendências : 1) leve declínio ou estabilidade em 35% de Serra, a chamada “resiliência”; 2) crescimento em etapas para Dilma, talvez por fases de exposição, pois saber o nome é importante para o pesquisado; 3) e, resultante das duas primeiras, uma redução do espaço para candidaturas alternativas, concomitante com redução na quantidade de indecisos, brancos e nulos. Conclusão : a eleição parece estar caminhando para a polarização.

Aecio, o pior pesadelo do PT (e da Dilma e do Serra)

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Estou para fazer um post sobre isso faz um tempo. Na verdade, na verdade, eu acredito que o arrefecimento da intensidade na “pré-campanha” (sim, estou sendo irônico com as regras eleitorais, criadas na reeleição do FHC) da Dilma (falando nisso alguém tem visto ela?) foi parte do diagnostico que se ela crescer demais, vai desidratar o Serra, e o efeito seria que ele seria substituido pelo Aecio.

E o Lula (e mais gente) sabe é que o nome do Aécio une o PMDB, PSDB (exceto SP) e de quebra leva o PDT e o PSB (não preciso citar as sub-legendas DEM e PPS). O PV vai depender da habilidade da Marina. Eu por exemplo discordo da maioria que diz que ela vai ser uma Soninha ou um Cristovam. Ela tem tudo pra dar um nó em quem acha isso. Mas vamos dar tempo ao tempo.

Enfim, a presença do Aecio em 2010, será um pesadelo pros planos do PT. O que o nome do Governo realmente precisava era chegar à 20% até o fim do ano. Conseguiu chegar proximo antes do meio do ano (ver a Sensus que foi boicotada pela mídia).

O presidente Lula já deu ao PMDB e ao PT uma mostra do seu poder de transferência de votos em 2010. Mandou todo mundo submergir. O problema ao meu ver é, como diria Garrincha, combinar primeiro com os russos. Acho que mais gente da oposição sentiu o cheiro de queimado.

Mas o post foi bem feliz, veja por exemplo, uma parte que concordo plenamente:

“Na realidade, existe uma “máquina” sendo montada na surdina. Nas duas últimas semanas dezenas de empresários e banqueiros têm acorrido ao Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. O mesmo ocorre com os editores dos grandes meios de comunicação. Nada é por acaso.

Já se sabe que o governador José Serra, de São Paulo, bateu o “teto” das pesquisas, e daí não vai sair. Isso é consenso. A rejeição ao tucano paulista é considerada impossível de ser revertida. O eleitorado já demonstra um certo cansaço com a imagem do Serra.

Serra, o rejeitado… Aécio, o bem-amado | Bodega Cultural

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Serra, o rejeitado… Aécio, o bem-amado

Mineiro só é solidário no câncer

É o que diz a lenda, mas em política não é muito diferente. Nas Minas Gerais esse tipo de patologia estende raízes malignas por todos os setores da sociedade. Só quem vive aqui tem a capacidade de avaliar o tamanho do mal enraizado no “coração do Brasil”.

Aécio Neves, ninguém se engane, encarna essa “doença” capaz de desequilibrar as próximas eleições presidenciais. A última pesquisa CNT/Sensus revela o mais baixo índice de rejeição entre todo o eleitorado nacional. No entanto, todos os “analistas” continuam a se distrair com o “fla-flu” José Serra versus Dilma Roussef. [...]

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